Comunidade Monástica

Quando o Espírito Santo desce sobre o mudo no dia de Pentecostes, forma imediatamente uma comunidade, primeira célula da Igreja nascente. Essa primeira assembleia cristã é um modelo para toda comunidade de vida que se funda na Igreja.

No primeiro capítulo da Regra de São Bento, ele define os “cenobitas” como “aqueles que vivem num mosteiro, militando sob uma regra e um superior (abbas) ” (RB 1,2). E são estes três elementos que distinguem uma comunidade monástica beneditina: vida comunitária, seguimento de uma regra monástica e um superior que é o pai, o guia espiritual da comunidade como um todo, bem como de cada membro.

Um mosteiro não é uma aglomeração acidental de transeuntes, mas uma comunidade intencional daquelas que, cada qual a seu modo, responderam a um chamado íntimo insistente. Esse chamado leva as monjas cenobitas a procurarem juntas a Deus; e este “procurar juntas” leva-as a estabelecerem vínculos entre si de maneira única. No mosteiro, todas somos irmãs. Trata-se de uma fraternidade tão real quanto a de sangue.

A monja, tendo se comprometido material e espiritualmente, pelo voto de Estabilidade, com uma comunidade particular, deve se interessar em conservar a comunidade centrada no que realmente deve ser: fiel ao Ofício Divino, Lectio Divina, oração pessoal; tem o compromisso de estar presente às suas irmãs no mosteiro, procura apoiar sua vida comunitária.

Uma comunidade fraterna não são apenas irmãs que vivem juntas, mas membros umas das outras. Formam um só corpo, o de Cristo, como recorda São Paulo:

Nós somos muitos e formamos um só corpo em Cristo,

sendo membros uns dos outros.

Rm 12, 5

Nós, monjas do Mosteiro de Nossa Senhora da Glória, temos a missão particular de realizar esta unidade entre nós, modelada sobre a unidade das Pessoas divinas, e manifestá-la a todo o mundo, pois este é o lema de nosso mosteiro: Ut Unum Sint,

Para que sejam um, como nós somos um:

Eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade...

Jo 17, 22-23